terça-feira, 1 de abril de 2014

Qual a diferença entre a beatificação e a canonização?

Embora não se encontre na literatura católica nenhum documento que traga a definição ou demonstre a diferença entre a natureza da beatificação e da canonização de uma pessoa, é sabido que essa diferença existe.

beatificação é uma permissão de culto. Frágil enquanto sentença e que, geralmente, atende ao anseio de uma comunidade específica (um país, uma ordem religiosa etc.), porém, faltando ainda aquela nota de universalidade típica do ser católico.
canonização, por sua vez, é uma prescrição de culto, inclusive algumas bulas trazem a ordem expressa de culto e outras trazem anátemas para quem não aceitar a santidade decretada.
O núcleo da diferença entre um ato e o outro é o fato de que, na beatificação não existe um pronunciamento explícito quanto à certeza de que a pessoa beatificada está na glória do céu. Já na canonização existe essa atestação pontifícia, tanto vida virtuosa como modelo de santidade, quanto da certeza de que aquela pessoa declarada encontra-se na Igreja triunfante.
A canonização é, portanto, um ato político, no sentido mais puro da palavra, ou seja, é um ato de influência social que visa o bem comum das pessoas. O Catecismo da Igreja Católica, em seu número 828, diz que:
"Ao canonizar certos fiéis, isto é, ao proclamar solenemente que esses fiéis praticaram heroicamente as virtudes e viveram na fidelidade à graça de Deus, a Igreja reconhece o poder do Espírito de santidade que está em si e sustenta a esperança dos fiéis, propondo-os como modelos e intercessores."
A salvação está disponível para todos, para tanto, existe o Purgatório. Já a santidade é para poucos, pois, o santo é aquele que viveu de tal forma a vida em Cristo que não necessitou do remédio do Purgatório e ao morrer foi direto para o céu.
A canonização é uma sentença definitiva e irrevogável, na qual o Papa afirma, utilizando-se do seu poder pontíficio, que aquela pessoa viveu de forma extraordinária a graça do primeiro mandamento que é amar a Deus sobre todas as coisas e que, por causa disso, serve como modelo para todos aqueles que almejam viver a mesma Graça.

Por que tantos católicos deixam a Igreja?

Relatórios e estatísticas feitas no Brasil nos últimos anos geralmente apontam uma queda do número de pessoas que se declaram católicas. A mídia, ao notar essa realidade, sai à procura de respostas para este fenômeno. Afinal, por que tantos católicos deixam a Igreja?
Trata-se de uma pergunta difícil, mas uma das situações que se impõem à análise é o fato de que muitas pessoas que se dizem católicas se comportam, na verdade, como protestantes. Isto dificulta muito o diálogo ecumênico, já que não se sabe se quem está no polo católico do debate é um católico de fato ou um protestante infiltrado na Igreja Católica. Para muitos dissidentes, de fato, a saída da Igreja representa simplesmente uma mudança de endereço, e não de mentalidade.
Para fazer um juízo desta espécie, é preciso recorrer à definição do protestantismo. A sua essência consiste em que cada fiel é o seu próprio "papa", cada protestante pode interpretar a Bíblia com a assistência infalível do Espírito Santo. Na Igreja Católica, ao contrário, o responsável por interpretar infalivelmente as Sagradas Escrituras é o Magistério da Igreja, isto é, o Papa e os bispos em comunhão com ele. E isto é assim por desejo do próprio Senhor, que confiou aos apóstolos as chaves do Reino dos céus e aos quais declarou: "Quem vos ouve, a mim ouve; quem vos rejeita, a mim rejeita" (Lc 10, 16).
Portanto, o trabalho dos sucessores de São Pedro e dos demais apóstolos é um humilde serviço prestado aos católicos, não um poder arbitrário despótico, que tudo pode mudar, a qualquer tempo. Um Papa que, no exercício de sua infalibilidade, declarasse algum ponto da doutrina contrário ao ensinamento bimilenar da Igreja, ou não seria um Papa legítimo, ou, ao contrário, ver-se-ia todo o edifício eclesial vir abaixo. Não pode existir contradição no ensinamento da Igreja ao longo dos séculos. O Concílio Vaticano II, por exemplo, não poderia – como não o fez – contradizer os concílios ecumênicos anteriores, como o Vaticano I e o de Trento.
No protestantismo, prevalece o princípio do "livre exame" das Escrituras. Negada a autoridade do Papa, qualquer um pode se erigir "papa", atribuindo a si a autoridade para interpretar a Bíblia da maneira como bem entender. Infelizmente, esta mentalidade tem sido incentivada por teólogos como Hans Küng, Leonardo Boff, Andrés Torres Queiruga, constituindo o fenômeno do neoprotestantismo na Igreja.


Tenho muito ciúmes da minha namorada, o que fazer?

Existem dois tipos de ciúmes: o virtuoso e o mau. O ciúme virtuoso é aquele que Deus tem em relação à sua criação. Ele sabe que o homem, ao amá-Lo em primeiro lugar e acima de todas as coisas, encontrará a fonte da própria felicidade. Assim, é bom para o homem amar a Deus. O homem também é capaz de sentir esse ciúme bom. Quando o amor visa o bem do outro e o zelo é pela salvação do outro trata-se desse tipo de ciúme.
Contudo, nem sempre o que se vê é o ciúme bom. Na maior parte dos casos, o que se tem é o ciúme mau, motivado pelo egoísmo. O ciúme virtuoso pergunta 'como é que você fica?', enquanto o ciúme mau indaga: 'como é que eu fico?', ou seja é centrado em si mesmo e não no outro.
A base do mau ciúme é a falta de amor próprio. A pessoa que não se ama, sente-se insegura e agredida a todo momento. Para que haja um amor saudável é preciso primeiro que a pessoa se ame. "Caritas bene ordinata incipit a semetipso".
Se a pessoa se ama, ela pode amar o outro. Caso contrário, ela se transforma numa espécie de sumidouro, que a tudo quer absorver, tudo quer atrair. Ela não se ama e por isso precisa agarrar-se às outras pessoas.
A dificuldade do ciumento é, portanto, consigo mesmo. Por causa de sua baixa auto-estima não consegue enxergar o próprio valor. A solução é crer no amor de Deus, crer no presente que se é para os outros. Somente amando a si mesmo é que o ciumento poderá viver o amor de forma sadia.

Evangelii Gaudium


 

O Santo Padre Francisco presidiu na manhã desta terça-feira, às 9h30, no Salão Bolonha do Palácio Apostólico – a um encontro dos Responsáveis pelos diversos Dicastérios da Cúria Romana. O argumento do encontro, segundo informa uma nota da Sala de Imprensa do Vaticano, "foram as reflexões e reacções suscitadas nos diferentes Dicastérios pela Exortação Apostólica Evangelii Gaudium, e as perspectivas que se abrem para a sua implementação”


Capítulo Geral da Sociedade Salesiana de São João Bosco

Papa Francisco recebeu nesta segunda-feira, o Núncio Apostólico na Síria, D. Mario Zenari; o Presidente da Sociedade Bíblica Americana; e os participantes no Capítulo Geral da Sociedade Salesiana de São João Bosco. Nas palavras aos Salesianos, o Papa fez votos de que o Espírito Santo os ajude a “captar as expectativas e os desafios do nosso tempo, especialmente dos jovens, e a interpretá-los à luz do Evangelho” e do seu próprio carisma – a evangelização dos jovens.

“A evangelização dos jovens é a missão que o Espírito Santo vos confiou na Igreja… Ocorre preparar os jovens a trabalhar na sociedade segundo o espírito do Evangelho, como operadores de justiça e de paz, e a viver como protagonistas na Igreja.”

A propósito dos jovens e da ação que com eles desenvolvem os Salesianos, o Santo Padre evocou “o mundo da exclusão juvenil”, a começar pela “vasta realidade do desemprego, com tantas consequências negativas”.

“Ir ao encontro de jovens marginalizados exige coragem, maturidade humana e muita oração… É necessária um atento discernimento e um acompanhamento constante”. 

Finalmente, Papa Francisco sublinhou a dimensão comunitária da vida dos Padres Salesianos. Para superar tensões, individualismo e dispersão, é preciso comunicação profunda e relações autênticas. Neste contexto o Santo Padre evocou “o espírito de família” que Don Bosco lhes deixou em herança…

“A força humanizante do Evangelho é testemunhada pela fraternidade vivida em comunidade, feita de acolhimento, respeito, ajuda recíproca, compreensão, cortesia, perdão e alegria”.

Recordando que está às portas o bicentenário do nascimento de Don Bosco, o Papa concluiu assegurando e pedindo orações. 

Cronologia do primeiro ano do Papa Francisco

No dia 13 de março passado, o Papa Francisco completou seu primeiro ano à frente da Igreja Católica. De lá para cá, ele tem suscitado alegrias e esperanças, seja pelo seu jeito simples, direto e terno de falar e agir, seja por sua firmeza e atitudes que visam levar toda a Igreja a conversão, a mudanças pastorais profundas. Papa Francisco já tem renovado e dado novo entusiasmo a prática da fé cristã.
Eis agora alguns fatos que nos revelam para onde o Papa Francisco está nos conduzindo como Pastor da Igreja de Cristo.
23 de março de 2013. Papa Francisco visita o Papa  Emérito Bento XVI, em Castelgandolfo. Encontrou histórico. O primeiro entre dois papas. 
5 de abril de 2013. Francisco pede que se continue a mesma linha de atuação do Papa Bento no que refere aos casos de abusos sexuais cometidos por padres, promovendo a proteção e ajuda das crianças vítimas, e auxiliando nos processos contra os culpados. Depois mudaria o Código penal do Vaticano, tornando mais rígidas as sanções contra esse tipo de crimes.
13 maio de 2013O Pontificado do Papa Francisco é consagrado em nossa Senhora, no Santuário de Fátima, pelo Patriarca de Lisboa, como era desejo do Papa Francisco.
5 de julho de 2013. Papa publica sua primeira Encíclica, Lumen Fidei, iniciada por Bento XVI. Consagra também o Estado do Vaticano a São Miguel Arcanjo e a São Jose.
8 de Julho. Vai a Ilha Lampedusa (Italia) e celebra missa pelos milhares de imigrantes africanos mortos durante a travessia para a ilha.
22 a 28 de julho. Vem ao Brasil, na sua primeira viagem internacional, para o JMJ. Aqui visita o Santuário Nacional em Aparecida e celebra a missa de encerramento da JMJ nas areias de Copacabana, para mais de 3 milhões de jovens (eu estava lá).
24 de novembroPublica a Evangelli Gaudium, sua primeira exortação apostólica sobre como se deve anunciar o Evangelho de Jesus nos tempos de hoje.
7 de janeiro de 2014Papa Francisco faz uma pequena reforma, mudando o modo de conferir o título de Monsenhor. Doravante, só para padres acima dos 65 anos. 
22 de fevereiro de 2014. Realiza em Roma seu primeiro Consistório, criando 19 novos cardeias, entre eles o Arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani Tempesta.